A boa vontade não substitui a competência
Fui assistir hoje de manhã a um debate? Palestra? 2 monólogos? organizado pelos estagiários de Filosofia. O tem era a Violência doméstica, mais especificamente, a violência sobre as mulheres. Convidaram duas Mulheres, activistas em duas ONG’s para virem até à nossa escola expor o problema, alertar, dizer aos nossos alunos como podem eles quebrar a cadeia.
Uma seca! O tom monocórdico, leram o texto preparado em lindas fichas azuis ( a miúda mais nova) em banal folha branca (a senhora mais velha). Deram definições, foram exaustivas na explicitação dos diferentes tipos de violência doméstica, falaram, falaram, falaram. A audiência, correcta, aguentou enquanto pode e não venham dizer mal dos nossos alunos e dos nossos professores que os prepararam, isso eles já aprenderam – como estar numa sessão destas. Não foram exemplares - uma das turmas “azaradas” é talvez a pior da escola em questões disciplinares (mas isso é para outra conversa); a outra, bem treinada por uma Directora de Turma a quem já ouvi dizer “Educação? Eu também dou. Sou professora de ................ mas também dou educação”, essa sim exemplar fez a média para o juízo “audiência correcta”.
Não sei que avaliação terão os estagiários e respectivo orientador feito desta acção. Educada e “acriticamente” os alunos e profs acompanhantes bateram palmas no final dos dois monólogos. As palestrantes tiveram sem dúvida imenso trabalho a preparar as respectivas exposições. Mas a mensagem não passou; não se trata de novas tecnologias, da obrigatoriedade de se usar um data-show ou video ou outra palfrenália. Nada disso! A palavra, a voz e o corpo são mais que suficientes. Mas há que ir aprender como se faz uma exposição oral, os “punch lines”, as ilustrações (orais), as mudanças de ritmo, a convicção....
E será que alguém lhes disse isto, preto no branco? Ou terão agradecido educada, acriticamente?
Fui assistir hoje de manhã a um debate? Palestra? 2 monólogos? organizado pelos estagiários de Filosofia. O tem era a Violência doméstica, mais especificamente, a violência sobre as mulheres. Convidaram duas Mulheres, activistas em duas ONG’s para virem até à nossa escola expor o problema, alertar, dizer aos nossos alunos como podem eles quebrar a cadeia.
Uma seca! O tom monocórdico, leram o texto preparado em lindas fichas azuis ( a miúda mais nova) em banal folha branca (a senhora mais velha). Deram definições, foram exaustivas na explicitação dos diferentes tipos de violência doméstica, falaram, falaram, falaram. A audiência, correcta, aguentou enquanto pode e não venham dizer mal dos nossos alunos e dos nossos professores que os prepararam, isso eles já aprenderam – como estar numa sessão destas. Não foram exemplares - uma das turmas “azaradas” é talvez a pior da escola em questões disciplinares (mas isso é para outra conversa); a outra, bem treinada por uma Directora de Turma a quem já ouvi dizer “Educação? Eu também dou. Sou professora de ................ mas também dou educação”, essa sim exemplar fez a média para o juízo “audiência correcta”.
Não sei que avaliação terão os estagiários e respectivo orientador feito desta acção. Educada e “acriticamente” os alunos e profs acompanhantes bateram palmas no final dos dois monólogos. As palestrantes tiveram sem dúvida imenso trabalho a preparar as respectivas exposições. Mas a mensagem não passou; não se trata de novas tecnologias, da obrigatoriedade de se usar um data-show ou video ou outra palfrenália. Nada disso! A palavra, a voz e o corpo são mais que suficientes. Mas há que ir aprender como se faz uma exposição oral, os “punch lines”, as ilustrações (orais), as mudanças de ritmo, a convicção....
E será que alguém lhes disse isto, preto no branco? Ou terão agradecido educada, acriticamente?

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